sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Richard "From" Hell
Depois de toda essa conversa fiada, colocarei alguns links para você preguiçoso que deseja escutar algo do The Voidoids e do Neon Boys. O que talvez não faça sentido algum,ou talvez todo sentido, mas aí vai...
Richard Hell & The voidoids - Blank Generation (1977)
Neon Boys - Ep
Aproveitem e visitem esse blog meia-boca: http://espacocontra-cultural.blogspot.com
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Tim Leary [Parte 3] - Obras Publicadas

Durante sua vida, desde textos sobre psicologia, passando por ensaios sobre o uso e efeito de drogas psicodélicas até livros sobre computação e tecnologia, Tim Leary idealizou e escreveu diversas obras, além de colaborar com muitas outras. Destaquei abaixo algumas das mais importantes:
The Interpersonal Diagnosis of Personality. Leary, Timothy. 1957.
Leary criou nesse livro o termo Interpersonal Reflex (Reflexo Interpessoal), analisando o comportamento face-a-face entre as pessoas, onde descobriu padrões de atitudes típicas nessas interações, caracterizando-as como sendo ações de resposta automáticas e espontâneas às situações interpessoais.
"The reflex manner in which human beings react to others and train others to respond to them in selective ways is, I believe, the most important single aspect of personality. The systematic estimates of a patient's repertoire of interpersonal reflexes is a key factor in functional diagnosis".
The Psychedelic Experience: A Manual Based on the Tibetan Book of the Dead. Leary, Timothy and Metzner, Ralph; Alpert, Richard. 1964.
Juntamente com Metzner e Alpert, Leary faz, nesse livro dedicado à Aldous Huxley, uma relação entre a experiência com drogas psicodélicas (como o LSD-25 e Mescalina) e as experiências esperadas no momento da morte de acordo com o "Livro Tibetano dos Mortos". Todo o processo é tratado ao longo dos capítulos, como A serena luz primária vista no momento da ego-perda, O fluxo flamejante da unidade interior, A influência todo-determinante do pensamento, para citar alguns. Ainda fala sobre o planejamento e dosagens para uma sessão com essas drogas. Você encontra uma tradução livre disponível no blog Enteógenos.
High Priest. Leary, Timothy. 1968.
High Priest é uma descrição de 16 "viagens" de ácido, cada uma delas guiada por algum "High Priest", incluindo-se aí Aldous Huxley, Ram Dass, Ralph Meltzner, Huston Smith, entre outros.
No livro, Leary ainda recomenda 19 bandas da época como Beatles, Byrds, Rolling Stones, Jefferson Airplane, Doors, Monkees, Animals... Aqui você encontra a versão completa do livro em inglês, num relançamento de 1995. É só ler e começar a trip.
Flashbacks. Leary, Timothy. 1983.
Flashbacks é a autobiografia de Tim Leary, onde ele revela situações de sua vida, da sua relação com o governo, com a polícia, suas viagens, idéias nos campos da psicologia e tudo o mais, enfim, uma biografia.
Chaos and Cyber Culture. Leary, Timothy and Michael Horowitz, Vicki Marshall. 1994.
Chaos an Cyber Culture é uma visão futurista que discute fatores como autoridade, pensamento independente, criatividade individual e o crescente uso da informática e outras tecnologias. É chamado de um "manifesto cyberpunk", e descreve a nova era onde as pessoas amam a tecnologia e a usam para revolucionar a comunicação.
Claro que muitos ainda devem ser citados, como Start your Own Religion, The Politics of Ecstasy, Info-Psychology, Design for Dying...
Um cara que fala sobre drogas, psicodelia, psicologia, tecnologia, comunicação, música.
Viu só por que a gente gosta tanto dele e faz uma série de posts?
Em breve mais de Tim Leary, na parte 4. Aguarde.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Vídeo de King Rat, do Modest Mouse, dirigido por Heath Ledger
Heath Ledger, depois de ganhar o Oscar póstumo de melhor ator coadjuvante , continua vivo no meio artístico. A banda Modest Mouse acaba de lançar um vídeo idealizado e dirigido pelo ator e finalizado após sua morte pela produtora The Masses (da qual Ledger era sócio) para King Rat, uma música bônus do álbum We Were Dead Before the Ship Even Sank, de 2007, lançado no EP de "B-sides" No One's First and You're Next .
Segundo a Rolling Stone, "era janeiro de 2007 quando a ideia chegou até a banda norte-americana, que na ocasião passava pela Austrália, terra natal do ator. Na ocasião, Ledger foi pessoalmente apresentar o conceito ao frontman do grupo, Isaac Brock. A vontade era denunciar o comércio ilegal das baleias, alvos frequentes de caça predatória na costa australiana."
Franz Ferdinand - Can't Stop Feeling
Assista então abaixo um clipe do tipo "Não tínhamos nada pra fazer e fizemos um clipe." Preste atenção que Kapranos está até com uma camiseta rasgada.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
UNIQLO Mixplay
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Humbug, a nova era do Arctic Monkeys

A primeira vez que você ouve o novo CD do Arctic Monkeys, o Humbug, você não gosta. Ao menos isso aconteceu comigo, e com dezenas de pessoas, eu pesquisei no salvador Twitter e, mesmo sem números, creio estar certo. Com suas seguintes audições o CD melhora, ou seria você que amadurece com a banda? Amadurece?
"@pieg: #Humbug só cresce. Quanto mais vc escuta, melhor fica. Quem disse que não existe empolgação no disco não conseguiu ouvir o "AAAH" em potion."
http://twitter.com/pieg
Após o anúncio de que Josh Homme, conhecido por ter fundado o Queens of the Stone Age, produziria o 3º álbum do Arctic Monkeys todos pensaram que o álbum iria ser o mais pesado dos garotos de Sheffield, algumas semanas antes do lançamento do primeiro single, integrantes da banda já revelaram que não seria bem assim, isso se confirmou.
"@timid_advances: Ao menos pelo que ando lendo pelo Twitter, muita gente tem uma aversão inicial ao #humbug, mas acaba gostando depois. Por quê será?"
http://twitter.com/timid_advances
O álbum vazado do Monkeys é bastante diferente da linha que eles estavam tomando com o Favorite Worst Nightmare, mas não deixa de ser ruim. Os críticos gostam de dizer que a banda 'amadureceu' o que é uma coisa muito relativa, é muito fácil dizer que uma banda amadureceu.
"@xandeassmann: novo cd do arctic monkeys #humbug : mais pesado e em um tom "menos festinha" que os anteriores."
http://twitter.com/xandeassmann
Tudo começa com My Propeller, com um clima completamente doado por Josh Homme ao Arctic Monkeys e um Alex Turner irreconhecível. Crying Lightning, o single, a música que mais lembra os antigos CD's da banda. Dangeurous Animals, para mim a melhor música do CD, uma pegada ótima no baixo, relativamente dançante e com o refrão soletrado, ótimo. Secret Door, uma baladinha? Uma marchinha de carnaval 2.0? Creio que seja a música em que Turner mais fala rápido, bom para as bandas cover. Potion Approaching, o início me lembrou You realy got me do Kinks, mas devo estar viajando. The Fire and The Thud, é viajante, vocal ao estilo do QOTSA, bem diferente vindo do AM, o refrão me lembra muito o Josh Homme cantando. Cornerstone, uma baladinha, tranquila, e mostra que Josh Homme está influenciando Turner na sua maneira de cantar. Dance Little Liar, é solos, e tremidas. Pretty Visitors, um orgão, que seria aquilo? Bem parecida com o antigo Arctic Monkeys, nessa faixa Matt Helders trabalha bastante. The Jeweller's Hands é a mais diferente das músicas creio eu, talvez seja um aviso do que virá nos próximos albuns?
"@eduzanelato: CD novo do Arctic Monkeys é bom, ñ mais q isso. Prefiro os anteriores, são mais "dançantes". Não que eu goste de dançar, mas enfim."
http://twitter.com/eduzanelato
Um bom álbum, diferente, a banda mudou. Se você ouviu uma vez e não gostou, ouça mais, melhora com o tempo, você se acostuma com o tempo. A banda amadureceu? Creio que não, só mudou, uma banda precisa ser madura pra fazer sucesso. Se não for madura, não fará.
Gostaria de registrar que não sei escrever reviews, resenhas ou o nome que tenha isso, de CD's, perdoem a minha mediocre estréia no Music Plus Vellocet.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Tim Leary - Parte 2 [Citações musicais]
Tim Leary foi um grande influente na contracultura nos anos 60 e na segunda metade do século passado. Essa influência pode ser vista pela longa lista de músicas que o citam em suas composições. "Brian Wilson, dos Beach Boys, diz que fez sua obra-prima, o disco Pet Sounds, após seguir os conselhos de Timothy Leary; os Beatles admitiam que jamais teriam composto Sergeant Peppers Lonely Hearts Club Band sem terem tido a influência do guru"(matéria de Claudio Tognolli para a revista Galileu).
Além de Come together, dos Beatles, feita para sua campanha a governador em 1969, o The Who também usou seu nome no refrão da música The Seeker: "I asked Bob Dylan, I ask the Beatles, I ask Timothy Leary, but they couldn't help me either". O The Moody Blues, em talvez sua canção de maior sucesso, faz um tributo a Timothy Leary. Legend of a Mind diz "Timothy Leary's dead. No, no, no, no, He's outside looking in", e em alguns trechos fala da experiência psicodélica: "He'll fly his astral plane, takes you trips around the bay, brings you back the same day".Outra banda que tem o cara como tema principal um uma música é o Nevermore, com Timothy Leary. "A wise man came across the sea, In search of LSD philosophy, With open heart and open mind, To find the goodness in mankind". As bandas Skinny Puppy e Nine Inch Nails usam um discurso de Leary em suas músicas Left Hand Shake e Fist Fuck, respectivamente.
Trechos aparecem também na música Third Eye da banda Tool e Psychedelic Ice Wind do Dj Peter Kubala .
Let the Sunshine in, do musical Hair menciona seu nome: "Our space songs on a spider web sitar, Life is around you and in you, Answer for Timothy Leary, dearie".
Leary canta a música "Give peace a chance" com John Lennon e Yoko Ono em 1969. Veja no vídeo abaixo, Tim aparece a partir de 2:08''.
Trecho retirado do livro ", A EXPERIÊNCIA PSICODÉLICA - UM MANUAL BASEADO NO LIVRO TIBETANO DOS MORTOS", de Timothy Leary, Ralph Metzner e Rick Alpert (em tradução livre):
"As mais dramáticas visões auditivas ocorrem com música. Assim como todo objeto irradia um padrão de elétrons e pode tornar-se a essência de toda energia, também toda nota musical pode ser sentida como energia nua temendo no espaço, eterna. O movimento das notas, como o bate-rebate dos feixes oscilográficos. Cada uma capturando toda a energia, a cota elétrica do universo. Nada existindo a não ser a nítida e aguda ressonância na membrana do tímpano. Revelações inesquecíveis a respeito da natureza da realidade ocorrem nesse momento."
Se você souber de outras referências e influências de Tim Leary, não hesite em comentar!"